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São Leopoldo tem segunda morte por meningite confirmada em 21 dias

São Leopoldo tem segunda morte por meningite confirmada em 21 dias

A Secretaria de Saúde de São Leopoldo confirmou, na manhã desta terça-feira (2), a segunda morte por meningite no município em 2019. Eduarda Andrade, que completou 14 anos no domingo (31), morreu nesta madrugada no Hospital Regina, em Novo Hamburgo.

A adolescente havia dado entrada no Hospital Centenário, em São Leopoldo, no último sábado, quando começou a se sentir mal. Como a instituição não possui leitos de UTI pediátrica, ela foi transferida imediatamente para Novo Hamburgo. A paciente teve confirmada contaminação por meningite C.

Segundo a Secretaria de Saúde de São Leopoldo, não há registro de que a adolescente tenha recebido a vacina contra a doença, que está disponível na rede pública. O primeiro caso confirmado foi de uma criança de dois anos e meio que contraiu meningite B – neste tipo da doença, não há vacina disponível nos postos de saúde, apenas na rede particular. Ela morreu em 12 de março, no mesmo dia em que deu entrada no Hospital Centenário.

O secretário de Saúde, Ricardo Brasil Charão, descarta que o município esteja vivendo um surto da doença, já que os casos são de tipos de diferentes de meningite:

— O surto se caracteriza quando há casos relacionados entre si, dentro do espaço e do tempo, e uma mesma patologia.  O que nós temos em São Leopoldo é um caso que ocorreu há 21 dias, de outro tipo, em um local diferente da cidade — detalha.

Segundo o secretário, a transmissão da doença se dá por meio de gotículas de saliva em um contato prolongado, em que o doente e outra pessoa permanecem por mais de quatro horas no mesmo ambiente fechado. Por este motivo, as secretarias de Saúde e de Educação definiram algumas medidas que serão tomadas na escola onde a adolescente estudava.

— As aulas estão mantidas, mas faremos uma ação de revisão das crianças entre 11 e 15 anos de idade, faixa etária para quem estaria disponível uma das doses da vacina. Aqueles que não estão vacinados serão levados para imunização. No caso de quem teve contato mais prolongado (colegas de turma), vão receber, até o fim da semana, a quimioprofilaxia, antibiótico na forma de comprimido usado para prevenção — esclarece Charão.

O secretário ressalta a importância de que os pais mantenham os filhos vacinados. Ele ainda garante que há vacinas contra a meningite C nos postos de saúde da cidade e que está em contato com o Centro Estadual de Vigilância em Saúde para o caso de serem necessárias mais doses.

Ainda conforme a Secretaria de Saúde, o número de casos está dentro da média do que foi registrado nos últimos anos na cidade. Foram quatro casos em 2015, quatro em 2016, um em 2017 e um em 2018. Não há outros casos em investigação em 2019 além dos dois já confirmados.

Vacinação  na rede pública

A meningite pode ser transmitida por vírus, fungos ou bactérias, sendo a meningite bacteriana a mais grave delas. Os principais sintomas são febre e manchas vermelhas no corpo, mas isso pode variar dependendo da bactéria que transmitiu a doença, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES).

A vacina meningocócica C, disponível na rede pública, protege contra o tipo C da bactéria Neisseria meningitidis. Entre as formas de meningite bacteriana causadas por esse agente, o tipo C é o mais comum.

As doses recomendadas são aos três e cinco meses de idade, com um reforço aos 12 meses. Crianças e adolescentes dos 11 aos 14 anos também têm recomendação da vacina, com a aplicação de dose única.

O SUS distribui ainda outros tipos de vacinas contra meningite que estão previstas no calendário de vacinação das crianças.

  • Vacina pneumocócica 10-valente (conjugada): protege contra as doenças invasivas causadas pelo Streptococcus pneumoniae, incluindo meningite pneumocócica. Doses recomendadas: aos 2 meses de idade (1ª dose), 4 meses (2ª dose) e uma de reforço aos 12 meses.
  • Pentavalente: protege contra as doenças invasivas causadas pelo Haemophilus influenzae sorotipo B, como meningite, e também contra a difteria, tétano, coqueluche e hepatite B. São três doses recomendadas: aos 2, 4 e 6 meses, com reforços aos 15 meses e 4 anos de idade.
  • BCG: protege contra as formas graves da tuberculose, principalmente em sua forma mais grave, que pode evoluir para uma meningite. Recomendação: dose única ao nascer.

Em todo o Rio Grande do Sul, são 1,8 mil postos de saúde que oferecem imunização, segundo a SES.

Fonte: Gaúcha ZH

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