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Rubéola pode voltar ao Brasil, alertam especialistas; entenda

Rubéola pode voltar ao Brasil, alertam especialistas; entenda

Com certificado de eliminação da doença emitido em 2015, a rubéola pode retornar ao Brasil, a exemplo do sarampo. O alerta está sendo feito por entidades médicas como a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), que chama a atenção para a baixa cobertura vacinal da população.

Como as doses de proteção contra a rubéola são as mesmas do sarampo, a tríplice e tetra viral, cresce a preocupação entre os médicos.

— Temos casos de rubéola em todo o mundo. Há registros no Brasil, na Argentina, no Chile. Pela situação das baixas coberturas vacinais, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) lançou o alerta para que todos os países estejam preparados para a possibilidade de um retorno da doença — afirma Juarez Cunha, presidente da SBIm.

Embora a rubéola não traga tantas complicações para a população em geral como o sarampo, a doença traz riscos para mulheres grávidas, que podem sofrer aborto ou dar à luz crianças com síndrome da rubéola congênita (SRC). A SRC pode acarretar deficiência auditiva, visual ou mental, malformações no cérebro e problemas cardíacos, elenca Cunha.

De acordo com o calendário vacinal preconizado pelo Ministério da Saúde, a imunização deve ser feita aos 12 meses de vida do bebê (tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) e, depois, aos 15 meses (tetra viral, com proteção contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela).

No entanto, uma nova recomendação pede que os pais ou responsáveis vacinem crianças de seis a 12 meses que vão viajar para áreas com surto de sarampo, como São Paulo, Rio de Janeiro, Pará e até mesmo para o Exterior.

— Quem for viajar ou mora nesses locais e estiver com crianças entre seis e 12 meses, deve vaciná-las. A regra é a mesma para viagens à Europa. Essa é a dose zero, que serve para controle do surto — justifica Cunha.

É bom lembrar que, mesmo tomando a dose zero, é necessário seguir o calendário vacinal, com novas imunizações aos 12 e aos 15 meses. Jovens e adultos sem registro da imunização ou sem comprovação laboratorial de que teve tais doenças podem fazer a vacina, pois ela não oferece riscos. A tríplice viral está disponível na rede pública para pessoas até 49 anos. Conforme a Secretaria Estadual da Saúde, a distribuição da tríplice viral está normal no Rio Grande do Sul.

Esse e outros temas serão discutidos na XXI Jornada Nacional de Imunizações, que ocorre em Fortaleza, entre 4 e 7 de setembro.

Fonte: Gaúcha ZH

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