Associado, acesse sua conta

conteúdo exclusivo para você.

Ministério da Saúde confirma que Brasil perderá certificado de país livre do sarampo

Ministério da Saúde confirma que Brasil perderá certificado de país livre do sarampo

O Ministério da Saúde confirmou nesta terça-feira (19) que encaminhou à  Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) o registro de um caso de sarampo endêmico, ou seja, contraído dentro do território nacional, em fevereiro, no Pará. Com isso, o ministério afirma que o país perderá a certificação de nação livre da doença.

Ministério da Saúde

@minsaude

Em comunicado oficial enviado nesta terça-feira (19) à @OPASOMSBrasil, o @minsaude confirmou um caso de sarampo endêmico ocorrido no Pará em fevereiro deste ano.

Ministério da Saúde

@minsaude

Com isso, o Brasil perderá a certificação de país livre da doença e iniciará o plano para retomar o título. O governo federal está desenvolvendo um pacote de ações para reverter a queda das taxas de vacinação. Saiba mais no Portal Saúde http://bit.ly/2HsKSJT 

See Ministério da Saúde’s other Tweets

O critério adotado pela Opas para a perda do certificado é que o surto se mantenha por um período superior a 12 meses. Representantes da organização internacional já haviam alertado para o risco de o país perder o status de nação livre, após os primeiros casos da doença terem sido confirmados no início de 2018. Com o registro de fevereiro, completa-se o ciclo de pelo menos um ano.

De acordo com comunicado do Ministério, o governo brasileiro iniciará um plano para retomar o título dentro dos próximos 12 meses. Entre as ações previstas estão o reforço na exigência de comprovação da vacinação por parte da população e campanhas de divulgação da importância da imunização. Segundo o ministro da Saúde,  Luiz Henrique Mandetta, é preciso elevar as taxas de cobertura vacinal.

— Nosso plano consiste em encaminhar medidas importantes ao Congresso Nacional, como a exigência do certificado de vacinação, não impeditiva, de ingresso na escola e no serviço militar. Reforçaremos, ainda, o monitoramento da vacinação, por meio dos programas de integração de renda e como norma para os trabalhadores de saúde — afirmou o ministro.

De acordo com o ministério,  até 19 de março foram confirmados laboratorialmente 48 casos de sarampo no Brasil. Destes, 20 (42% do total) estão relacionados a casos importados e 28 (58%), a casos endêmicos, sendo no Pará e cinco no Amazonas.

A doença

O sarampo é uma doença infecciosa, grave e contagiosa, causada por um vírus. Seus sintomas são manchas avermelhadas na pele, manchas brancas na parte de dentro das bochechas, febre alta (acima de 38,5°C), tosse, coriza e conjuntivite. É transmitida pelo contato direto com a secreção do doente (ao espirrar, tossir ou falar), pela mão (tocando objetos infectados e depois levando-a à boca ou nariz) e pelo ar, em ambientes fechados como escolas, creches e clínicas.

A única maneira de se prevenir o sarampo é com vacinação. A vacina disponibilizada nos postos é a Tríplice Viral, que protege também contra a rubéola e a caxumba.

Sarampo no mundo

 Em fevereiro deste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um alerta para o grande aumento no número de casos de sarampo registrados no mundo no ano passado em relação a 2017, passando de 170 mil afetados para quase 229 mil, um crescimento de 50%.   A entidade lamentou as informações falsas sobre efeitos colaterais da vacina, sobretudo em países ricos.

Fonte: Gaúcha ZH

Deixe seu comentário

Seu email não será publicado