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Hospital Universitário de Santa Maria convoca profissionais que faltavam para colocar aparelho de ressonância magnética em funcionamento

Hospital Universitário de Santa Maria convoca profissionais que faltavam para colocar aparelho de ressonância magnética em funcionamento

Parece estar mais próximo de um desfecho a novela em torno do aparelho de ressonância magnética do Hospital Universitário de Santa Maria (Husm), comprado em 2011 a R$ 1,6 milhão mas que nunca realizou exames. Foi publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira (19) a lista com os três profissionais — médicos radiologistas — que faltavam ser contratados para colocar em funcionamento o equipamento.

Os profissionais prestaram concurso público em 2016 para o Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (HU-UFSC). A partir de agora, eles serão chamados pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que administra o Husm, e terão de comunicar se irão ou não assumir as vagas na Região Central. Após serem comunicados, os aprovados terão cinco dias úteis para dar uma resposta.

Para colocar em funcionamento o aparelho de ressonância magnética, a direção do Husm sinalizava que seriam necessários 15 profissionais. Até o momento, há 12 contratados. Com a nomeação de três médicos, a equipe estaria pronta para iniciar as atividades.

Para a procuradora da República Bruna Pfaffenzeller, a convocação, por parte da Ebserh, representa em um importante avanço para dar início às atividades. No último dia 15 deste mês, a Justiça Federal de Santa Maria deferiu parcialmente a liminar, apresentada pelo Ministério Público Federal, que pedia a contratação imediata de 15 profissionais para colocar o aparelho em operação. O MPF havia movido a ação em setembro. A direção do Husm trabalhava, nas últimas semanas, com a direção do Hospital Universitário da UFSC para viabilizar a contratação desses profissionais.

No último dia 15, a Justiça Federal de Santa Maria fixou prazo para que a Ebserh coloque o aparelho em funcionamento, com base na ação civil pública apresentada pelo MPF. A data-limite é 16 de novembro. Em caso de descumprimento do prazo, a Ebserh terá de pagar multa diária fixada em R$ 5 mil.

Enquanto o aparelho não funciona, o Husm gastou, em sete anos, R$ 7,5 milhões com a compra de exames da rede privada hospitalar de Santa Maria.

Fonte: Gaúcha ZH

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