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Governo sanciona lei que permite entrada de animais em hospitais do RS

Governo sanciona lei que permite entrada de animais em hospitais do RS

O governo do Estado sancionou nesta quinta-feira (24) a lei que permite o ingresso de animais de estimação em hospitais públicos e privados do Rio Grande do Sul. O texto publicado no Diário Oficial do Estado estabelece critérios e restrições para a visitação dos pets.

Os animais citados no texto são: cães, gatos, pássaros, coelhos, chinchilas, tartarugas e hamsters. Outras espécies devem passar por avaliação médica para serem autorizadas. A lei também estabelece que a visita dos pets deve ser agendada com a administração dos hospitais e ocorrer na companhia de algum familiar do paciente.

Mesmo antes da publicação da lei, projetos semelhantes são adotados em algumas unidades de saúde. No Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, o Programa “Amor em Patas” permite a visitação de animais aos pacientes há quatro anos. Conforme a supervisora de enfermagem, Elisandra Leite, a visitação de pets melhora o estado anímico dos pacientes, o que ajuda na evolução do tratamento.

— Ele apresenta uma melhora física e a gente tem um melhor desfecho clínico nisso, como a gente envolve ele nesse cuidado e faz com que o hospital se torne a casa dele. Nisso, a gente insere o paciente no cuidado. Ele melhora a auto-estima, melhora o nível de estresse. Consegue fazer um tratamento, diminui a dor do paciente — avaliou a enfermeira.

Elisandra ainda descreve que o programa possibilita uma maior integração entre a família do paciente e a equipe médica, estabelecendo uma relação de confiança.

— No Centro de Terapia Intensiva (CTI) Pediátrico, a gente teve um paciente que estava indo a óbito e fizemos uma visita pet, porque ele era muito apegado ao cachorrinho. Depois, ele foi a óbito, mas a família nunca mais esqueceu aquele momento único. Foi superimportante pra nós poder oferecer esse cuidado com a família — contou.

O texto já está em vigor, mas a lei ainda poderá ser regulamentada antes de ser executada.

Fonte: Gaúcha ZH

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