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Crise na saúde no RS: Samu tem dias contados em Três Passos

Crise na saúde no RS: Samu tem dias contados em Três Passos

Se não receber dinheiro do Estado nas próximas semanas, o prefeito de Três Passos, José Carlos Anziliero Amaral, avalia que não conseguirá manter o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) funcionando por mais de 60 dias. A crise se acentua desde 2014, quando começou a interrupção dos repasses. O Piratini deve R$ 1,9 milhão ao município de 24 mil habitantes da Região Noroeste.

— Não estamos recebendo por um serviço que foi pactuado e que estamos prestando à população. O Estado não colabora com a sua parte — queixa-se o prefeito.

Apenas para o Samu, os valores devidos desde outubro de 2014 somam R$ 127,9 mil. A ambulância da cidade atende ainda Bom Progresso, Tiradentes do Sul, Esperança do Sul, Sede Nova e Humaitá. O serviço faz, em média, 60 atendimentos por mês.

Além da falta de recursos, o valor contratualizado para o serviço é insuficiente. A diretora-administrativa do Hospital de Caridade de Três Passos, Paula de Paula Rodrigues, afirma que a operação do Samu tem déficit mensal de R$ 25 mil.

Segundo ela, desde 2011, a soma chega a R$ 241 mil. Com isso, o hospital não tem condições financeiras de manter o serviço:

— Não é que o hospital não quer, mas não temos mais condições de manter o Samu.

“Vivemos o momento mais crítico da falta de recursos”

Outros serviços, como farmácia pública, prevenção a diabetes e colocação de próteses dentárias também são afetados. Como consequência, o prefeito aumentou os critérios para solicitação de exames e, para não faltar medicamentos na farmácia municipal, passou a comprar remédios em consórcio com os municípios da região.

— Vivemos o momento mais crítico da falta de recursos — avalia Amaral.

A prefeitura também vai estudar a redução do número de agentes de saúde da cidade – hoje, são 46 – devido ao reajuste de 52,86% do piso salarial dos profissionais aprovado em outubro pelo Congresso. O Programa Primeira Infância Melhor (PIM) já está cancelado desde 2015.

— Quando encerrarmos o mandato, a sensação que ficará é de muita frustração porque não conseguiremos aumentar serviço e manteremos o que temos com muita dificuldade – lamenta o prefeito.

Fonte: Gaúcha ZH

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