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Confirmada sexta morte por meningite no Rio Grande do Sul em 2019

Confirmada sexta morte por meningite no Rio Grande do Sul em 2019

Uma adolescente de 14 anos morreu de meningite em Canoas, na Região Metropolitana, no último domingo (30). A causa do óbito, o sexto no ano no Rio Grande do Sul, foi confirmada nesta sexta (5) pela Secretaria de Saúde do Estado.

A adolescente morreu após receber atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Boqueirão, em Canoas. De acordo com relato da família no começo da semana, a garota se sentiu mal na madrugada, foi atendida na UPA e voltou para casa. Ainda com sintomas – que vão desde dor no corpo e náuseas a até febre -, os pais decidiram levá-la ao hospital, mas a menina não resistiu e morreu a caminho do atendimento.

A adolescente estudava na Escola Municipal de Ensino Fundamental Irmão Pedro, no bairro Estância Velha. A instituição não abriu as portas na segunda-feira (1º), para que os alunos e professores pudessem ir ao enterro. Além disso, por precaução, as salas de aula e demais ambientes foram higienizados com produtos de limpeza e álcool. O secretário municipal da saúde, Fernando Ritter, esteve no local para passar orientações aos funcionários sobre procedimentos e medidas adotadas para prevenção, estabelecidas nos protocolos do Governo Federal.

A prefeitura afirma que tomou medidas de proteção junto com a Secretaria de Saúde do Estado para evitar novos casos. Entre elas, o uso de antibiótico para 37 pessoas próximas da menina, tanto na escola quanto em casa. GaúchaZH questionou o governo de Canoas se houve erro no atendimento à adolescente, na UPA, e não obteve retorno até a publicação dessa reportagem.

Além disso, município e Estado atuam para ampliar a cobertura vacinal entre os adolescentes, que em todo território nacional encontra-se baixa.  Transmissores ou de grupo de risco, crianças e adolescentes têm vacina gratuita para meningite C.

Sobre a meningite

A Doença Meningocócica (DM) é uma doença infecciosa aguda. A forma clínica mais comum é a meningite meningocócica (inflamação da meninge, membrana que envolve o cérebro e medula) e a mais grave é a meningococcemia (infecção generalizada, ou sepse).

É causada por uma bactéria, a Neisséria Meningitidis (meningococo), que se apresenta em vários sorogrupos. Os principais são A, B, C, W, Y e X. A transmissão se dá no contato direto de pessoa a pessoa, por meio de secreções respiratórias. Assim como as demais doenças de transmissão respiratória, a circulação é intensificada nos meses de inverno.

Em 2019, foram registrados 6 óbitos por doença meningocócica:

Canoas – adolescente de 14 anos, meningococo tipo C

Santa Maria – bebê, com menos de 1 mês, sem sorogrupo identificado

Alvorada – bebê de 2 meses, meningococo tipo C

Viamão – bebê de 7 meses, meningococo tipo B

São Leopoldo – criança de 2 anos, meningococo tipo B

São Leopoldo – adolescente de 13 anos, meningococo tipo C

Fonte: Gaúcha ZH

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