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Centro de diagnóstico do câncer em Farroupilha depende de portaria ministerial e recursos para sair do papel

Centro de diagnóstico do câncer em Farroupilha depende de portaria ministerial e recursos para sair do papel

Depois de o Ministério da Saúde liberar os municípios brasileiros a destinarem a outros fins na área da saúde os prédios originalmente construídos para abrigar Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), a prefeitura de Farroupilha aguarda a publicação de portaria específica do ministério repassando o prédio ao município. A partir do momento em que o prédio for transferido oficialmente, a prefeitura poderá abrir chamada pública para instalar no espaço um centro de diagnóstico de câncer.

A administração municipal havia cogitado inicialmente transferir para o local o centro de especialidades médicas, mas esse serviço foi encaminhado para uma unidade nova neste ano no bairro Centenário.

A secretária da Saúde de Farroupilha, Rosane da Rosa, destaca que um ponto importante da liberação do ministério para as prefeituras é o fato de que os municípios não terão que arcar com um custo adicional pelo prédio. Agora, a busca em Farroupilha é por recursos junto a empresas para custear a instalação dos equipamentos necessários para o centro funcionar. O valor é estimado em R$ 11 milhões para viabilizar a realização de exames de diagnóstico de câncer de mama, de colo do útero e de pele.

A proposta do município consiste em disponibilizar atendimento aos funcionários das empresas participantes como contrapartida. A secretária explica que as negociações estão sendo feitas pelo prefeito Claiton Gonçalves.

Já para o custeio mensal de R$ 200 mil, a ideia é que o valor seja compartilhado por municípios da região da 5ª Coordenadoria Regional de Saúde, que reúne 49 cidades. Em princípio, a exceção seria Caxias do Sul. A população a ser atendida, portanto, é prevista em 700 mil pessoas. Segundo a secretária, em uma conversa prévia, o município de Bento Gonçalves, o maior da região depois de Caxias, já teria demonstrado interesse em participar do custeio.

Além do serviço no centro, a proposta é que haja um atendimento com unidade móvel em bairros e municípios da região, com a possibilidade de moradores fazerem exames diagnósticos oferecidos em um caminhão.

— Trata-se de uma busca ativa de todos os pacientes para que o diagnóstico seja feito de maneira precoce — explica Rosane.

A ideia é inspirada em um modelo de atendimento existente no Hospital do Amor, de Barretos-SP, que é referência em oncologia. No início deste ano, o hospital convidou o prefeito Claiton Gonçalves para uma visita, e ele voltou com a ideia para Farroupilha.

Segundo Rosane, depois que o Ministério da Saúde publicar a portaria, o próximo passo será a prefeitura lançar um edital de chamada pública para uma instituição administrar o serviço. A secretária acredita que esse trâmite possa levar cerca de quatro meses. Rosane destaca que todos os documentos necessários para que o ministério aprove o repasse do prédio já foram enviados ao longo do ano.

Fonte: Gaúcha ZH

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