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Amesne quer marcar reunião com prefeito de Caxias para tratar de cirurgias de traumato-ortopedia

Amesne quer marcar reunião com prefeito de Caxias para tratar de cirurgias de traumato-ortopedia

A Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste (Amesne) vai encaminhar um pedido de reunião com o prefeito de Caxias do Sul, Daniel Guerra (PRB). O objetivo é tratar da manifestação da administração do maior município da Serra para que o Hospital Pompéia deixe de ser referência para casos de procedimentos de urgência e emergência de alta complexidade em traumatologia e ortopedia para 34 municípios da região.

A justificativa seria a capacidade instalada do município, o recurso financeiro disponível para os atendimentos, a demanda reprimida atual e o tempo médio de espera para cirurgia. A superintendência do Hospital Pompéia concorda com a iniciativa da prefeitura de Caxias, que fez o comunicado ao Estado no dia 11 de outubro durante uma reunião em que os municípios tentavam remanejar os atendimentos para que moradores dessas cidades voltassem a ter cirurgias eletivas nessa área. Os procedimentos com agendamento estão suspensos desde 2015 para as regiões de saúde 25, Vinhedos e Basalto, e 26, Uva e Vales.

O presidente da Amesne e prefeito de Veranópolis, Waldemar De Carli, diz que os prefeitos dos municípios atingidos pela decisão de Caxias decidiram buscar o diálogo. Mas, segundo ele, se não houver resolução do problema, o caso pode parar no Ministério Público Federal (MPF). É que Caxias recebe recurso federal para atender de forma regionalizada.

— Nos causou uma estranheza muito grande porque a prefeitura de Caxias recebe uma cota mensal para atender a urgência e emergência dessa nossa região e também cirurgias de alta complexidade — afirma De Carli.

Ele afirma que a Amesne também está trabalhando na tentativa de obter mais recursos para esses atendimentos porque sabe que o atual é insuficiente. Além disso, salienta que a região tenta credenciar outros dois hospitais para o serviço.

De acordo com a 5ª Coordenadoria Regional de Saúde (5ª CRS), que abrange 49 municípios, o Hospital Pompéia recebe cerca de R$ 1,6 milhão por ano para fazer cirurgias para toda a região. Conforme a CRS, um cálculo mostra que R$ 1 milhão está relacionado ao serviço para as 34 cidades. A coordenadora Solange Sonda afirma que a maior parte do valor foi aplicada em atendimentos para moradores de Caxias, como mostram dados do Ministério da Saúde.

Fonte: Gaúcha ZH

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