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No primeiro dia de funcionamento, Hospital Regional que levou quase dois anos para abrir atenderá quatro pacientes

No primeiro dia de funcionamento, Hospital Regional que levou quase dois anos para abrir atenderá quatro pacientes

Com o começo das atividades do Hospital Regional de Santa Maria, após uma história de 15 anos entre o projeto e a execução da obra, a segunda-feira (9) foi de início dos primeiros atendimentos à população que depende do Sistema Único de Saúde (SUS). A projeção é que a estrutura de 20 mil metros quadrados, pronta desde setembro de 2016 e que consumiu R$ 70 milhões, atenda uma média de 5 mil pacientes por ano. No entanto, no primeiro dia de operação, serão realizados apenas quatro atendimentos. O número pode chegar a, no máximo, 10 por dia.

Isso porque o Regional não é um hospital “porta aberta”. Ou seja, a unidade apenas receberá pacientes com encaminhamento por meio das unidades de saúde dos municípios da 4ª Coordenadoria Regional de Saúde, que cobre 32 municípios com população total de 564,6 mil pessoas. Para o primeiro dia, foram previstos apenas esses quatro pacientes atendidos no ambulatório para doentes crônicos.

A primeira pessoa a ser atendida nesta manhã foi Ana Marisa de Mello Fernandes, 68 anos, que aguardava por uma consulta com um cardiologista. Moradora de Júlio de Castilhos, ela chegou na unidade pouco depois das 7h30min e dará início ao tratamento de um problema cardíaco:

— Eu comecei há cerca de dois anos um tratamento no Hospital Universitário de Santa Maria. Mas lá a gente sabe que eles fazem o que podem, até porque (o hospital) está sempre lotado. Depois comecei, aqui em Santa Maria, um acompanhamento particular. Mas foi ficando caro e, aí, não pude mais pagar. Agora, eu aguardava muito pela abertura do Regional porque aqui a gente sabe que será uma referência.

Para a estreia dos trabalhos, nesta segunda-feira, serão atendidos pacientes de Nova Esperança do Sul e de Cacequi. Dos 36 funcionários contratados pelo Instituto de Cardiologia – que ficará responsável pela gestão do Regional –, quatro deles são médicos, conforme disse Elvis Prestes, diretor executivo do hospital. Segundo ele, para essas primeiras duas semanas, o ambulatório deve ter capacidade de receber 10 pacientes por dia. À medida que a 4ª CRS realizar os encaminhamentos, esse número deve aumentar.

Também, nas próximas duas semanas, o Instituto de Cardiologia deve finalizar a contratação de mais profissionais – já que o número estimado, para este começo, é de 50 funcionários.

A unidade foi oficialmente inaugurada na última sexta-feira (6), com a presença de autoridades políticas e, entre elas, o governador José Ivo Sartori.

Ainda sem leitos  

Previsto para ter três ambulatórios, o hospital possui apenas um em funcionamento. No local, serão atendidos aqueles pacientes considerados de alto risco como, por exemplo, doentes crônicos e diabéticos. São quatro médicos – nas áreas da cardiologia, angiologia, oftalmologia e endocrinologia – e, ainda, uma equipe multiprofissional com enfermeiros, técnicos em enfermagem, fisioterapeutas, assistente social, farmacêuticos, além dos servidores terceirizados.

Nesta largada, não serão disponibilizados leitos – mesmo que haja uma projeção de serem ofertados cerca de 240. Conforme a 4ª CRS, a ocupação dessas vagas deve se dar à medida que toda estrutura estiver 100% em funcionamento. Enquanto isso, aqueles pacientes que necessitarem de internação serão encaminhados para dois hospitais da cidade: o Casa de Saúde e o Hospital Universitário de Santa Maria (Husm).

Já o segundo ambulatório deve estar com as operações iniciadas entre 60 e 90 dias. Nesta unidade, os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) contarão com os serviços médico e fisioterápicos para quem precisa de reabilitação para tratamento de sequelas. Por fim, o terceiro ambulatório, que deve estar em funcionamento no prazo de até um ano, será referência em cuidados prolongados – para  recuperação clínica e funcional de pacientes afetados por sequelas ou traumas.

Após executado este cronograma de um ano, que segue até julho de 2019, a 4ª CRS projeta que será possível viabilizar as primeiras internações mais complexas.

Fonte: Gaúcha ZH

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